segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De como decidi cantar na noite

Como prometi no twitter, vim falar sobre a apresentação de sábado.

Na verdade essa história de tocar na noite vem amadurecendo desde o ano passado, quando eu e o meu amigo Vítor começamos a conversar sobre a possibilidade de tocarmos juntos. Eu toco e canto e ele idem, e nossos repertórios são diferentes, daí pensamos que a soma daria um bom resultado. Eu estou mais na área de mpb e rock anos 80; ele já conhece as mais atuais e sertanejo, coisas que o pessoal também pede, dependendo do local. Nós iríamos tocar em uma choperia perto da casa da minha mãe (na época eu morava lá, ainda) em janeiro, mas uma gripe e vários contratempos atrapalharam nossos planos. Dessa época nós só tivemos alguns poucos ensaios e um pequeno repertório montado.


O tempo passou, eu voltei a estudar, ele estava trabalhando muito e a ideia foi ficando adormecida. Aí, há algumas semanas atrás ele conheceu a cantora Eva Pinheiro, que já está a alguns anos cantando na noite, quando esta fazia uma apresentação na empresa em que ele trabalha. No intervalo, ele pediu pra tocar uma música, ela gostou e disse que poderia indicá-lo pra tocar em um barzinho onde ela já havia se apresentado. Mais ou menos ao mesmo tempo, uma amiga que ainda não tinha me visto tocar e cantar, mesmo depois de dois anos de amizade, viu, ouviu e gostou muito. Daí ela me perguntou se eu gostaria de cantar na noite, pois ela tem uns contatos e poderia, inclusive, me empresariar, caso eu me interessasse. Foi o suficiente para o projeto ressurgir e ir ganhando cores novamente.

Começamos de novo a pensar em repertório, a conversar sobre o que poderíamos fazer, mas demoramos a fazer contato com a dona do bar onde iríamos tocar e a ideia estava esfriando de novo. Mas no domingo da semana passada (16/08), depois de ir ao cinema no shopping Millenium com amigos, resolvemos comer uma pizza no Confrade Café Bar, que fica no Parque dos Bilhares, bem ao lado do shopping. Na hora de pagar eu percebi que o dono era outro e resolvi puxar assunto. Não sei de onde arranjei coragem pra me oferecer pra cantar lá, caso ele estivesse interessado. E não é que ele aceitou!? Marcamos um teste na terça (18/08) pra ele ver o repertório e a minha performance.

Quando saí de lá fui me tocar que eu não tinha nada: nem repertório, nem aparelhagem, só a voz, o violão e um cabo pro violão. Liguei pro Vítor pra avisar que iríamos tocar na terça, às 19:30, e com a intenção de dividir a responsabilidade da montagem do repertório, mas aí ele me lembrou que trabalha no segundo turno em uma cozinha industrial e só sai às 22 horas. Tinha que ser eu e eu mesmo. Quase não dormi de domingo pra segunda: acordei às duas da madrugada com a cabeça a mil e só consegui dormir às 5 da manhã da segunda. Então, nesse dia não produzi nada.
Na terça fui comprar microfone, pedestal, estante para partitura - eu não leio partitura, mas precisava ter onde colocar o repertório - enfim, algumas coisinhas básicas. Pra isso precisei fugir do trabalho à tarde. Quando cheguei dessas comprinhas, fui ensaiar algumas músicas e acabei forçando demais a garganta. Chegada a noite, estava com a garganta seca e sem pique pra tocar muito. Ainda bem que só deu um cliente, fora os meus amigos, rs. Toquei uma hora e meia só pra mostrar o repertório pro dono do bar e acabei sendo cumprimentado pelo único cliente que eu não conhecia, mesmo não tendo tocado Bruno e Marrone pra ele. Foi aí que consegui fechar pra tocar no sábado.
Bem, por hoje a história fica por aqui, até porque já está bem grande, mas logo falo sobre os acontecimentos depois do teste da terça. Até logo, pessoas!