Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2009

Seven

Pessoas, recebi esse meme da amiga Line, do blog Tocando Estrelas (link ao lado).
Ele representa os Sete Pecados Capitais. E de acordo com as regras tenho que falar sobre a presença deles em minha vida. Bem, é hoje que minha fama de bom moço acaba...

Regras: publicar as suas respostas, passar para 8 blogs e avisar os escolhidos. Vamos lá:

Gula – graças a ela eu ganhei 10 quilos em dois anos (no final de 2006 eu pesava 68 quilos; fim de 2008: 78 quilos). Eu tenho culpa se ao lado do meu trabalho tinha um restaurante onde eu poderia comer o quanto quisesse por R$5,00? E ainda por cima a Tia faz uma comida excelente, variada e uma sobremesa que hmmmmmmm... Mas quando minhas calças número 44 (eu vestia 40) começaram a ficar apertadas eu vi que era hora de fazer alguma coisa: passei a não repetir o almoço, subistituí a janta por um lanche simples e maneirei nas merendas. Bem, se não emagreci muito, pelo menos minhas calças continuam cabendo...

Avareza – Eu não me considero avaro, mas minha mãe…
Tá aí o resultado do meu blog no wordle (http://www.wordle.net/).
"Com ele é possível criar um quadro com as palavras em destaque num texto ou num endereço da net, escolhendo cores, fonte, layout." (texto tirado do blog Mirada, da amiga Bia)

No site ficou grande, não sei porque ficou pequeno aqui, mas se você quiser ver em tamanho real é só clicar na imagem, pois ela é um link para o site. Gostei de ver a palavra vida em destaque. Apesar de o blog ser novinho, acho que ele está indo na direção certa, rs.

Abraço, pessoas!

Seria o homem um vírus?

Foi em 2002 que pela primeira vez prestei a atenção nessa frase. O meu professor de Introdução à Sociologia pediu uma análise do filme Matrix, com a intenção de nos mostrar como a nossa sociedade exerce o controle sobre cada um de nós, mas o que mais me impressionou foi a cena em que um daqueles agentes da Matrix, em diálogo com o Neo (Keanu Reevers), afirma que a raça humana era para o planeta Terra como um vírus. E não é que faz sentido? Nós nos proliferamos com uma rapidez exponencial, devastamos o meio ambiante, desequilibramos os ecossistemas, o clima, a vida. Se considerarmos a Terra como um ser vivo, nós a estamos matando, como um uma doença viral faz com a gente. E ela não está sendo capaz de nos eliminar com seus anticorpos: tempestades, tsunamis, furacões. Não faz sentido?

Ontem, assistindo o filme O dia em que a Terra parou, essa idéia me perturbou novamente. Em uma cena, Klaatu (Keanu Reevers, novamente), um ser alienígena que assumiu a forma de um ser humano para cumprir s…

Longe do coracão selvagem...

Será que a Clarice Lispector de Perto do Coração Selvagem é hermética, ou sou eu quem ainda não estou pronto para ser iniciado no universo dos romances lispectorianos?

Já perdi as contas de quantas vezes reiniciei a leitura deste romance – já comprei outros três, mas não me atrevo a tentar a leitura destes – e não consigo passar do capitulo O banho. Leio e embora não consiga entender, as palavras ligam alguma coisa no meu interior desencadeando sentimentos que tampouco compreendo o porquê de o meu coração bater do jeito que bate, de os meus pulmões necessitarem de mais ar, como necessitam.

Talvez essa seja uma maneira de ler Clarice, apenas deixar que as palavras despertem sentimentos, mesmo que não se esteja sabendo onde a trama vai dar. É como se o que acabei de ler não tivesse como encontrar uma ligação com o que há de conhecido dentro de mim, e ao mesmo tempo ficasse de uma forma incompreensível ligada à outra parte de mim, ao inconsciente, talvez até ao instintivo. Sinto como se ca…

Slow life

Você já ouviu falar do movimento slow?

Se a resposta for não, aconselho ler uma matéria da revista Época do dia 05/01/2009, que fala sobre uma suposta (palavra da moda) nova tendência à prática da vida simples influenciada pelo aquecimento global e pela crise (econômica) mundial.

Mas enquanto você não vai ao site da Época ou emprestar a revista do seu vizinho para procurar a matéria, permita-me falar um pouquinho sobre a minha visão do movimento slow.

Todo mundo já deve ter lido vários textos falando sobre a nossa correria moderna, que não deixa tempo de conviver com os familiares, amigos, cachorro, papagaio, vizinho, de ter lazer digno, de ler aquele livro que está há meses pegando poeira na estante, entre outras coisas que esses textos explanam bem, cada um com sua devida carga de dramaticidade ou sabedoria. No entanto, poucas pessoas param de fato para valorizar as pequenas coisas do dia-a-dia: um pôr-do-sol, um sorriso, um abraço amigo (quantas nem tem o costume de abraçar!).

O movime…

Trecho de um papo cabeça...

“(...) Tudo que eu fiz até hoje foi ter cuidado. Cuidado ao extremo. Não quero mais ter cuidado. Quero me arriscar, viver, encarar esse bicho estranho e desconhecido que é a vida. Quero chegar ao fim da vida e poder dizer: fiz o que pude! Se tiver dado certo, bem. Se não, o que terei perdido? Tudo o que eu quero agora é correr perigo. Perigo de estar realmente vivo. Então, eu terei cuidado, muito cuidado, de não passar pela vida sem ter vivido tudo o que desejo, sem ter tentado semear o meu sonho pelos campos, sem cair e levantar e descobrir aonde é que está errado e corrigir e seguir em frente com a cabeça erguida.

Obrigado pela advertência, amigo. E pode deixar que eu vou tomar muito cuidado.”

Lacuna

Há um pedaço de mim que é qualquer coisa de triste e quase inquieto,
que reclama qualquer coisa que ainda não vi, ouvi ou vivi,
mas deve existir em algum lugar, esperando por minha chegada,
ou que talvez não exista e precise da minha força criadora para existir,
essa coisa que tanta falta me faz.

Por esta lacuna impressa desde tempos imemoriais no âmago de minh'alma
ponho-me a escrever de quando em quando,
nas horas em que a normalidade rotineira do mundo me cansa,
e eu, em angustia demasiada, quase desespero,
sinto o coração expandir e transbordar os frágeis limites do peito,
e desabar em prantos,
palavras,
acordes e
versos.

Escrever é minha redenção.

Vidamar

Diante do mar da vida, prostro-me e delicio-me com o som de suas ondas namorando a praia. A maré, que até pouco era baixa, subiu, subiu e quase me cobre nas ondas maiores. Imperceptível até antes de eu engolir um pouco da sua água salgada, perdido no meio de um turbilhão de águas que me arrastou até a praia. Mas agora, essa vida-mar que me jogava pra fora, passou a me puxar pelas pernas para dentro dela, igualmente imperceptível no início, de modo que quando percebi estava longe, no meio da vida, me afogando no mar, tanta vida me inundando os pulmões, tão salgada a vida, tão ávida de meu corpo, tão lenta minha alma desvanecendo e, no entanto, sinto-a plena, absoluta, como se fosse preciso naufragar, tocar as profundezas para senti-la assim. E de tanto sentir, na vida, enfim, me dissolvo, torno-me mar, e vou pelos séculos, brincar com as praias e pedras de maré e ressaca.