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Mostrando postagens de Abril, 2015

Satisfações aos seguidores fiéis

Gente, como vocês puderam notar, meu BEDA foi pras cucuias, mas foi lindo enquanto durou. Thami, obrigado mais uma vez por me cutucar pra tentar participar. Não foi dessa vez que cumpri até o final rs.
Muita atividade aqui no mundo de fora entre dar apoio a amigos em dificuldades, conhecer gente nova, confraternizar com amigos, estudar - viver, enfim. Acabou não sobrando tempo para pensar nos textos diários a que havia me proposto no início do mês. 
De qualquer forma, foi lindo, como disse, e vi que não estou tão enferrujado assim para escrever. A ideia é postar ao menos 2 textos semanais em dias que ainda vou definir aqui e volto pra avisar. Mas quem me conhece sabe que tudo pode mudar a qualquer momento e que provavelmente terão semanas em que postarei 3 textos e outras nas quais não postarei nenhum. 
Seja como for, o blog vive!
Beijo nocês e até breve!

Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo...

 Se o mundo é mesmo
 Parecido com o que vejo
 Prefiro acreditar
 No mundo do meu jeito



Esse trecho de Eu era um lobisomem juvenil, da Leigião Urbana, foi durante muito tempo minha frase preferida. Como vocês podem ver no meu post anterior, o meu despertar para o mundo ao passar da infância para a adolescência foi um choque profundo nas crenças que tinha como verdadeiras e universais, os princípios e valores cristãos que minha família havia me ensinado desde a mais tenra idade.
Acreditava profundamente no amor e no bem e, na minha inocência, acreditava que o bem era a regra e o mal era um desvio, a exceção. Como Rousseau, acreditava que os homens nasciam bons e eram corrompidos pela sociedade - pelo "mundo", usando o vocabulário cristão. Quando eu comecei a ver que não era bem assim que a banda tocava, eu me vi perdido e sem direção, sem saber como fazer para conciliar a minha crença com o que via na realidade. 
Eu era naquela época uma pessoa muito mais empática ainda do que sou h…

Saio de mim *

Saio de mim e começo a me observar:
Olho para todos os detalhes
E não sei o que pensar

Olho para o passado e
Ah! Sim! Lá estou eu
O menino amável que a todos conquista
Correndo sem camisa no meio da rua
Que nada conhecia para além da sua vista
Que não fazia esforços para agradar ninguém
A quem ninguém queria mal
Se aproximar, também, ninguém
Mas para ele não tinha importância
Na verdade ele nem percebia
Cercados de seus bonecos
Eram sua única companhia
Além dos livros, lápis, borracha...

O que não conhecia, imaginava
E na imaginação
Seus bonecos eram personagens
De um jogo de futebol
Ou de uma grande aventura
Tudo era muito bom e muito bonito
A música sempre encontrou vida nele

Um dia ele viu os outros
Jogando bola de verdade
E ele quis jogar bola também
Ele começou a ver os outros
A observar seu comportamento
Não queria mais ser o que era
E começou a mudar, e mudar
E começou a crescer, e crescer
Mas não gostou muito da mudança

E começou a querer agradar a outros
Mas era tudo diferen…

Minha terapia

Hoje eu tive um dia particularmente difícil, depois de precisar resolver alguns problemas pessoais e também de receber uma resposta negativa para algo que estava aguardando. 
Então eu fui jogar futebol e, normalmente, só de correr, suar, chutar a bola, já é possível descarregar bastante a tensão. Com certeza o destino sabia que hoje eu precisava de um pouco mais e eu fiz não um, não dois, mas três golaços chutando forte no ângulo - além de mais um roubando a bola do goleiro. Como disse a uma amiga, esses 3 gols fizeram mais por mim hoje do que fariam 3 meses de terapia.
Mulheres, favor não implicar com o futebol dos maridos. Se vocês soubessem o bem que isso faz, o estresse que tira... Aliás, o que equivale ao futebol dos amigos no mundo feminino? 

Outra coisa que costuma me desestressar é cantar. Quando tudo está desabando eu pego meu violão, vou para um canto e fico ali cantando a plenos pulmões até as coisas amenizarem. E como faz bem, também!

Se nada disso der certo ainda posso escrev…

Nunca mudará - música própria

Resolvi deixar uma das minhas composições para hoje. Parceria com Gabriel Naveca, coelga da época da faculdade de Ciências Contábeis na UFAM - curso que abandonei pela metade.

Ouçam sem moderação e compartilhem!



Dor companheira

É sempre sobre essa dor

Quando oferto um sorriso
Ou quando engulo o choro
Bem lá no fundo
Ela me faz companhia
De tão presente, mal a percebo
E passo os dias sem reclamar
Mas há dias em que, me parece
Ela se ressente pela indiferença
E se esforça para mais dor ser
E machuca com mais força
E ainda que não queira
Sou forçado a reconhecer:
Muito bem, aí está você
O que faço contigo,
Minha única e mais fiel
Companheira de todas as horas?
Eu te rejeito e faço tudo pra esquecer
E tu, mais dor se faz sentir
Para que eu não tenha como te ignorar
E como não sei chorar
E como não sei gritar
Eu te engulo, como choro
E com a voz que me falta
E tento fazer-te canto
E expressar em palavras
Minha exasperação noturna
Para com você,
Minha inimiga íntima,
Minha amiga indesejada,
Cúmplice do meu desespero mudo.

Quando engulo um choro
Ou quando abro um sorriso
- Ó, minha hóspede incômoda!
É só uma tentativa desesperada
De arrancá-la do meu peito,
Seu aposento predileto.
Inútil, como as anteriores
Mas o q…

“Há tantos caminhos, tantas portas, mas somente um tem coração”

Seguir um caminho próprio, um caminho que só eu posso seguir porque só eu sei o que vai aqui dentro. Se você já leu a citação de Nietcszhe aqui ao lado, sabe quanto o tema me é caro. Também já postei aqui o texto da Clarice Se eu fosse eu, que acho absolutamente incrível. Vezes sem conta na vida me peguei pensando no que eu faria se eu fosse eu. E aí eu entro em contradição, porque também tomei como uma das verdades da vida que somos sempre o melhor que podemos ser em cada momento.  Mas se é assim, posso me perguntar como seria se eu fosse eu?
É sem dúvida um problema complexo, e se torna ainda mais quando pensamos que o que somos é também uma colcha de retalhos das pessoas que nos ajudaram a formar a nossa personalidade. Eu sou aqueles que amo e, em certa medida, aqueles que detesto, porque esses também me ajudam a delimitar quem eu quero ser quando me mostram quem não quero ser. Dito de outro modo, eu assumo para minha vida o que vejo de melhor nas pessoas que amo ou admiro, das cois…

Randômicas

1. Cansado demais e hoje ainda é terça
2. Esse ano ainda não soube o que é uma boa noite de sono
3. Extraí 3 sisos na sexta e meu rosto ainda está inchado
4. Também ando muito vadio pros estudos esse ano
5. Estou na vibe metamorfose ambulante, pelo menos no que tange à aparência física
6. Primeira vez na vida que fico barbudo e não acostumei ainda
7. Quando meu bigode nasceu pela primeira vez eu demorei uma eternidade pra tirar
8. Felizmente não tem muitos registros da época
9. Foi também a primeira vez que deixei o cabelo crescer
10. Eu era um cabeludo do bigodinho ralo rs
11. Tentei fazer um cavanhaque uma vez, mas não tive paciência
12. Ficou tipo bigode e barbicha rs mas até que era um visual legal
13. Pensando em tentar o cavanhaque de novo
14. Estou curtindo essa coisa de mudar e postar a foto no facebook
15. Eu que sempre fui reservado, ando exibido nas redes sociais rsrs
16. Aproveitando também essa fase de solteiro, que as pessoas comentam sem medo do que uma namorada diria
1…

O Foguete

vai subindo para o céu
vai fugindo à minha vista
vai direto para o espaço
vai levando a esperança
de encontrar novas vidas
que tenham inteligência
para trocar experiências
descobrir um novo mundo
em que haja ausência
de ódio e violência
dessa grande ignorância
em que caiu atualmente
a nossa existência
onde o imperador absoluto
é a majestade amor
onde à vida e ao povo
dão o seu valor
onde a fraternidade
é a grande prioridade
e não importando a idade
todos têm felicidade

sim, foguete, vai
vai em busca desse lugar
vai
e não esquece de voltar
volta e vem buscar
o que do homem sobrar
se as coisas que ele cria
podem fazer este mundo
em um segundo acabar

vai
e não demora a voltar
venha nos salvar
dos monstros criados por nós mesmos
que à noite vêm nos assombrar
mas se você quer se salvar
não
não volte para cá
fique por lá e seja feliz
por este mundo infeliz
só lhe faço um pedido:
lembre-se de mim
que te vi partir
cheio de vontade
de contigo ir
de num dia feliz
no espaço sumir
como um dia, fo…

Ternura ácida (2)

Explodem em rasgos setentrionais As vigas cambaleantes dos meus prédios Vou desabar! Vou desabar!
Mas não sem antes segurar tua mão E dividir contigo o peso da minha âncora Vamos juntos ao fundo do abismo Vamos juntos ao trágico fim Não vou sozinho Não vou

Quero teu sangue, como quero!
Derramado junto ao meu Que jorra deste peito ultrajado Por tua ternura lacerante Com um talho profundo me golpeaste E agora quedo agonizante neste vale tenebroso Mas não vou só, Não vou
Sugarei teu espírito Comerei a tua carne E te levarei comigo Para o fundo do abismo Como prova de amor Do grande amor que fincaste Como estaca no meu peito



Ternura ácida (1)

“Aos donos da casa, peço licença para jongar”* - BEDA - 9º dia

Em fevereiro deste ano estive no Rio de Janeiro numa viagem curtinha de apenas 5 dias, mas o suficiente para conhecer o Jongo da Lapa. Mas já estou me adiantando. Deixem-me contar essa minha experiência com o jongo mais detalhadamente, como é meu costume (risos). 
Resolvi fazer a viagem ao Rio assim sem muito planejamento, como a maioria das coisas acontece na minha vida. Tinha férias marcadas para a segunda quinzena de fevereiro e foi só no início do mês que achei passagens relativamente baratas (porque passagem de avião barata de verdade em Manaus é coisa rara) para a época das férias. Só deu tempo de avisar a minha amiga Cláudia Nathália Nega que ia e pedir algumas dicas a ela de passeios e hospedagem. Ela me indicou a Lapa porque fica perto do trabalho dela e assim ficaria mais fácil de nos encontrarmos, e eu aceitei de pronto por já conhecer a fama de lugar da boemia no Rio. Mas quando aceitei, pensava nos bares da Lapa, não imaginava que iria encontrar algo ainda mais interessant…

Ódio ou amor? - BEDA - 8º dia

Eu não consigo entender quem opta pelo preconceito e pelo ódio como horizonte de vida e passa os dias na internet procurando alguém para discutir, xingar e difamar. Não consigo compreender porque alguém entra numa torcida organizada e se junta a outros torcedores com a intenção de puxar briga com quem torce por um time rival sem nenhuma outra razão aparente. Não consigo sequer imaginar o que se passa na cabeça de quem se junta com “amigos” para espancar alguém por ser mendigo, prostituta, gay. São exemplos de violência gratuita e totalmente desnecessária, mas infelizmente tão comuns em nossos dias.
Eu, que optei desde muito cedo pelo amor, só posso imaginar que essas pessoas desconhecem-no completamente. Amar é tão mais simples e gostoso. Tem suas dificuldades, às vezes é preciso perdoar e pedir perdão, mas nada que se compare ao sacrifício de carregar o peso de tantas mágoas. E ainda tem a recompensa de ver a felicidade no rosto do outro, que quase sempre a gera em nosso interior tamb…

Do meu desejo de entender - BEDA - 7º dia

Desde que me entendo por gente tenho um grande desejo de entender. Aí vocês me perguntam – e com razão – o que, Carlos?
Tudo. Tudo? Sim, tudo! Tudinho de tudão? Isso mesmo, tudinho de tudão!
Não sei se isso se dá com todo mundo em algum nível, mas comigo sempre aconteceu de ficar me perguntando sobre a vida, sua origem, o porquê de estar aqui, para onde vamos. Em outras palavras: Quem sou? De onde vim? Onde estou? Para onde vou? As mesmas perguntas que continuarão sendo feitas enquanto existir um ser humano pensante na face da Terra.
Lembro-me de na adolescência algumas vezes pensar no que era o mundo antes da criação divina. Eu tinha aprendido desde a infância que Deus tinha criado o mundo em 7 dias, mas não me contentava com isso. Quem era Deus? O que existia antes de Ele resolver criar o mundo? O Nada? O que e como era o Nada? E ficava tentando imaginar como seria o Nada absoluto de antes da criação. Alguém já fez esse exercício? Eu tentava imaginar o Nada como se fosse uma transparê…

As horas - BEDA - 6º dia

Há uma hora que é escura como uma estrela que se apaga no meio de uma constelação.
Há uma hora que é vazia como o lugar na mesa de alguém que já se foi.
Nessa hora, os seres inanimados gritam alto o que não queremos escutar.
Nessa hora, os sentidos da vida se ofertam às nossas mãos, mas acabam escapando feito água por entre os dedos.
E então como que escurece do lado de dentro também, como se houvesse ficado só o lugar e nosso eu tivesse se ido.
Hora perigosa na qual podemos nos perder para sempre nesse labirinto chamado vida.
Mas esta hora fatídica passa, como passam todas as horas. É da natureza delas se irem e levarem um pouco de nós consigo a cada instante.
Até sabe-se lá que abismo nos consuma.

O dia em que eu dei mole e perdi um tesouro - BEDA - 5º dia

Olá, pessoas!! Tudo bem com vocês? Essa história de posts diários no blog está acabando por me fazer sentir à vontade até demais aqui. Felizmente eu só escrevo, porque se fosse um vlog, por exemplo, era capaz eu gravar sem camisa ou só de cueca, por exemplo hahaha.
Tenho mais uma história pra vocês hoje, mas preciso avisar logo de cara que ela não é divertida como as outras. Na verdade, é bem triste, um dos dias que ficaram marcados para sempre na minha memória, pela tristeza que senti, pelas lágrimas que chorei. Estão autorizados a fazer uma pausa para buscar um lenço, é possível que precisem.
Acho que todo mundo aqui já teve algum objeto de grande valor sentimental. Peço que agora parem um instante e lembrem-se dele neste momento com toda a riqueza de detalhes. Se ainda o tiver, tome-o nas mãos antes de continuar a leitura. É essencial para que possam me compreender.
A história se passou quando eu tinha em torno de 5 anos. Eu era uma alegre criança que adorava estar na casa da minh…

Aniversário - BEDA - 4° dia

Boa noite, pessoas queridas que estão acompanhando o meu BEDA! Estamos chegando ao 4° dia, olha que graça! A primeira meta desse ano é superar os 7 dias da primeira e única vez que tentei participar, que foi em 2013. Mandem energias!
Deixa eu aproveitar que estou aqui de bobeira e sozinho no aniversário da minha amiga da faculdade e tentar escrever um pouco. E o tema é, advinhem!? Aniversário! Ooooh! rs
Eu devo confessar que sou uma anta quando o assunto é aniversário. A começar pelo básico: lembrar as datas. É muito sério isso, não lembro nem o meu antes de alguém me dar parabéns. É possível que alguns dos meus amigos que hoje não falam mais comigo tenham passado a não falar depois de não serem parabenizados no seu aniversário. Isso só me ocorreu agora, mas faz muito sentido.
Felizmente a vida moderna trouxe alguns recursos para ajudar os desmemoriados como eu. Vezes sem conta os lembretes do Facebook me salvaram de perder mais amigos. Mas aí tem aquele amigo que perto do aniversário t…

Uma aventura com a minha banda de pagode - BEDA - 3º dia

Olá, pessoas!!! Chegamos ao terceiro dia do desafio. Hoje quase usei meu coringa aqui, um poema meio ácido que escrevi há algum tempo e deixei amadurecendo na gaveta... até o fim do mês eu posto. Mas vamos ao que interessa.
Juro que estou tentando em trazer um tema mais útil aqui pra esses escritos, mas por enquanto vocês terão que ficar mesmo com minhas histórias. Espero que estejam achando interessantes. Continuando nesse ritmo, ao fim do mês vocês saberão todas as minhas 10 histórias legais e eu não vou ter mais assunto pra conversar pessoalmente quando encontra-los (risos).
Os 5 gatos pingados que acompanham esse blog sabem que eu já toquei numa banda de pagode. Contei uma história dessa época aqui (clique no aqui pra ler, vale à pena) e hoje contarei outra boa – ou pelo menos eu acho boa.
Não lembro se eu disse da outra vez, mas o nome da banda era Swing do Samba. Original, né? Parabéns pra nós rsrs. Quando se passou essa história que vou contar hoje, nós já estávamos algum tempo to…

Academia - BEDA - Dia 2

Olá, pessoas! 
Olha eu aqui para o meu segundo dia do BEDA! Uêba!! Palmas pra mim! Hahaha Afinal não era só mentira de 1º de abril e estou aqui de novo. É que resolvi adotar um lema, como o só por hoje dos alcóolicos anônimos, ou o por hoje não dos católicos, só que no meu caso é por hoje sim (ou só por hoje) eu vou escrever. É aos pouquinhos que a gente vence um grande desafio, não é mesmo? (risos)
Pessoas, voltei para a academia em março (falei pra vocês que acabaria virando um diário). Falo “voltei” como se tivesse grande familiaridade com academias, né?  Como se tivesse treinado com alguma frequência algum dia na vida... mas não é nada disso. Pra ser mais exato, eu tentei outras 3 vezes começar a fazer academia, mas nunca passava do primeiro mês. Primeiro porque eu me sentia ridículo carregando pesos de 3, 4, 5 kg na frente de um bando de marmanjo marombado que não levantava menos que 20 kg nos exercícios menos exigentes (tá, talvez eu esteja exagerando um pouquinho, mas a impressão…

Sobre Timidez, livros e leitura - Blog Everyday April - 1º dia

Pessoas, cá estou de novo tentando dar uma sobrevida ao meu combalido blog. Tudo culpa da Thami,  que me veio de novo com essa ideia maluca de blogar todos os dias de abril – a primeira vez foi em 2013 e não consegui cumprir o desafio. Como daquela vez, convoco as graças do honorável Santo Beda para me trazer inspiração e iluminar os pensamentos. Daquela vez ele não me ouviu muito, ou foi eu que não o ouvi, mas vai que dessa vez dá liga!
Pra começar, deixem-me falar um pouco dos últimos dias. (Ah, sim, esqueci de avisar que, como ando sem prática de escrita, isso aqui pode virar um diário – fiquem avisados.) Voltando: esse ano tenho andado meio preguiçoso pra ler (leia-se preguiçoso e meio, e se quiser elevar ao quadrado não será exagero). Iniciei o ano lendo um livro ótimo do Rubem Fonseca, Vastas emoções e Pensamentos Imperfeitos, mas só fui concluir a leitura na metade de fevereiro. Lento demais até para os meus padrões. Daí empolguei e li Órfãos do Eldorado, do Milton Hatoum em 2 (…