quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Trechos da entrevista aos membros da comunidade Pequeno Príncipe no orkut

Semana passada eu fui entrevistado pelos membros da comunidade do Pequeno Príncipe no orkut. Cada semana um dos membros é entrevistado por todos.
Como o pessoal me colocou pra pensar mesmo e acabei gostando de algumas respostas, resolvi postar trechos aqui no blog.

Aí vai o primeiro:

O que vc aprendeu com o último relacionamento?

Tantas coisas que não caberiam nessa entrevista inteira, Tânia. Em primeiro lugar eu aprendi o que é um amor de verdade. Havia cumplicidade. Havia sinceridade. Havia diálogo. Havia duas pessoas que partilhavam tudo, que queriam sinceramente ser um.
Eu me relacionei com uma grande pessoa que, apesar de todas as nossas diferenças, me ensinou muito sobre a vida e com quem aprendi muitas coisas juntos. Foi a primeira pessoa com quem fiz amor (veja bem: amor e não sexo apenas); foi com quem partilhei os melhores e os piores momentos durante quatro anos; foi uma pessoa que, com as suas limitações, fez de tudo pra me ver feliz e so doou por inteiro ao relacionamento, coisa que eu não fiz e que aprendi com ela como se faz.

Aprendi com ela sobre amizade, sobre se importar com os outros, sobre como demonstrar carinho - eu sempre fui fechado e isso passava uma imagem de frieza. Aprendi a trocar o preto e o cinza pelo azul, laranja e o verde. Aprendi coisas demais, Tânia, querida.

A última - e a mais dolorosa - é que um grande amor também acaba, mesmo que a gente não queira acreditar. Mesmo que a gente faça de tudo pra reacender aquela brasa que teima em arder lá no fundo. O amor também pode acabar. Basta se descuidar um pouquinho cada dia, durante meses, anos, que o desamor vai entrando devagarinho, como a chuva erodindo o solo, anos a fio, e quando percebemos, há um abismo entre nós e o ser amado, e quando vamos dar um passo em direção a ele, o abismo nos consome.

Mas é possível amar de novo. Sempre.
E eu estou me preparando para a próxima primavera, adubando o coração para plantar amores-perfeitos, ou quem sabe apenas um amor-perfeito que viva tanto quanto eu.