quinta-feira, 17 de junho de 2010

10 dias em Tabatinga - parte II: a missão!

Segunda-feira de muito trabalho e nenhum pique para passeios. No fim do expediente o povo preparou um bolinho e uns comes e bebes pra comemorar o aniversário do chefe da delegacia e estava tudo delicioso: me empanturrei de kikão, torta e bolo com coca-cola. Depois só leitura, jornal e cama.

Terça ainda muito trabalho. Almoço no restaurante Três fronteiras com um garçom falando portunhol. Eu e meu colega resolvemos experimentar La Parrilha, afinal o garçom disse que era pra duas pessoas. Bem que a delegada tentou nos avisar; a comida dava pra alimentar quatro pessoas normais, a não ser que em Tabatinga se coma muito mais que em Manaus, o que não acredito ser uma opção válida... Depois de tanta comilança, resolvi aproveitar que a cidade é toda plana pra dar uma corridinha. Convenci meu colega a comprar um tênis e às 18:45 fomos caminhando rumo ao aeroporto - uns 10 minutos de onde estávamos até lá - onde há uma área muito propícia para os atletas-de-fim-de-tarde correr e caminhar. E dá muita gente lá!

Quarta nada de novo: trabalho, corrida, leitura, internet e cama. Aliás, na quarta começou a nossa odisséia - minha e do colega Jairo - na busca por vitaminada de mamão e abacatada. Acreditem ou não, os lanches só tinham vitamina de banana e suco de frutas, e meu colega parecia mulher grávida, estava desejando uma abacatada (risos).

Quinta foi um dia especial: meus primeiros passos em solo estrangeiro. Saí um pouquinho mais cedo do trabalho com o colega Sérgio, que me levou pra conhecer Letícia. Ao atravessar a fronteira - uma simples esquina, que só se sabe ser a fronteira devido ao posto de fronteira das polícias brasileira e colombiana - senti um clima diferente, só de ver o nome dos bares em espanhol e as feições dos rostos dos colombianos e das colombianas. No meio do caminho, de longe mesmo, o Sérgio me mostrou o bar Mossh afirmando ser bem aconchegante. Depois fomos ao centro comercial, onde conheci algumas lojas de eletrônicos e perfumes, as coisas que mais valem à pena comprar lá. Fiz uma cotação de preços para as encomendas das amigas e voltamos pra Tabatinga, onde o colega me levou pra conhecer o porto e o mercado municipal, sempre contando histórias sobre a cidade. Mais tarde, à noite, voltamos pra tomar uma cerveja no Mossh - detalhe: tinham feito uma propaganda super negativa da cerveja colombiana, mas nem achei ruim - que realmente é bem legal. Depois das 22, começou a tocar um som mais alto e algumas pessoas foram dançar no pequeno salão, muito animados os colombianos, aos gritos de "ai ai ai!" e rodinhas de gente decendo até o chão (risos).

Fico devendo a última parte da viagem, povo!
Inté breve!