terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um poema pousou na minha mão

Um poema pousou na minha mão
Como uma pena
Dengosa e pequena
Guiada pelas mãos ternas
De uma brisa suave

Rodopiou, o poema
Fez firula no ar
Velocidade ventou
- o poema veio pousar na minha mão

Abri sorriso bobo
Olhei
Olhei
Olhei
Poema não se moveu

Era belo
Era leve

Acalentava a alma
Vê-lo assim, pousado na mão

Tão belo que, confesso
Quis prendê-lo no papel
Para mostrá-lo a vocês

Mas o poema, que coisa,
Pegou carona na próxima brisa

Restou mão vazia
Papel em branco
(onde fiz esses rabiscos)
E a visão do poema sumindo
Nas asas do infinito.