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BEDA 2015 - parte 2: a missão!

E aí, pessoas queridas!! Ó aqui eu de novo na maior cara de pau depois de mais uma promessa de escrever mais descumprida! Hahaha

Ontem a namorada perguntou por que eu não escrevia mais. Eu dei algumas razões possíveis, mas a verdade é que nem eu sei o porquê. Escrever é algo que eu realmente gosto de fazer, mas alguma coisa faz com que eu não dedique mais tempo a essa atividade. Talvez a melhor explicação seja que escrever está quase sempre em último lugar na minha lista de prioridades – e talvez nem seja prioridade alguma. E porque escrever dá trabalho: é preciso pensar, escolher as palavras certas, tentar antecipar algumas possíveis reações do leitor e fazer com que as palavras externem o mais fielmente possível aquilo que projetamos para o texto. Além disso, a boa prática de escrita exige do escritor para com seu texto ler, revisar, reescrever, reler e reescrever de novo até que ele fique sem erros e sem ambiguidades não planejadas.

Agora imagina fazer tudo isso depois de ter acordado cedo, enfrentado 8 horas de expediente e mais 4 de aula na faculdade! Difícil, né? Na maioria das vezes eu só quero descansar o corpo e a mente. Mas não é impossível, tanto que no BEDA de abril a maioria dos textos eu escrevi depois dessa rotina cansativa e ainda saíram alguns bons textos. Eu poderia fazer esse sacrifício duas vezes por semana, com certeza. Mas me falta talvez esse senso de urgência em externar meus pensamentos ou até ressuscitar minha veia literária brindando-os com poemas, crônicas e contos.

É por isso que decidi enfrentar novo desafio e participar de outro BEDA no mesmo ano – dessa vez Blog Everyday in August. Assim, me obrigando a escrever todos os dias, quem sabe dessa vez não me anime e continue a atualizar esse blog com alguma frequência.

Tá vendo?! Agosto pode não ser apenas um mês de desgosto e pode ser que, mesmo ele se  arrastando, como algumas pessoas pensam que se arrasta, haja um bom motivo pra que ele não termine logo: sim, estou falando dos meus textos, modéstia à parte (risos).

Estão preparados? Vamos lá a mais uma tentativa.

Mandem energias e sugestões de assuntos para posts. E leiam e comentem, meus 5 ou 6 leitores fiéis.


Abraço e bom agosto para todos!

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À Belchior

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Meus versos são um pouco mais
São caniversos suíços
Que trago ao alcance da mão
para qualquer ocasião

(A velha tentação de rimar
pode cegar as lâminas,
mas sigamos em frente)

Trago sempre comigo
Mas raramente lanço mão
Pois que sou aprendiz
E, no seu manejo,
Mais me golpeio e lacero
Do que poderia fazer a outrem

Das cicatrizes que aqui vês
Como esses talhos no peito
Muitas são marcas deixadas
Pelos meu embates,
Minhas tentativas frustradas
De golpear com meus caniversos

Por isso, poeta
Meu canto torto guardo calado
Que de tão torto, feito faca
É minha carne que corta

Nomes engraçados

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Alguns nomes já são a piada pronta. Pense nas pessoas com sobrenome Pinto, por exemplo. Você que tem o sobrenome Pinto, tem que ter muito cuidado na hora de escolher o sobrenome dos filhos, senão pode sair algo como João Pinto Brochado. Esse pode ficar traumatizado pra sempre com o nome e já ter dificuldades com ereção desde o dia no qual passar a entend…

Vidas possíveis

Novamente o velho dilema entre fazer o que quero e o que é preciso. Minha mente é naturalmente dispersa e meus interesses, ditados pela minha grande curiosidade a respeito de tudo, mudam com rapidez comparável a possibilidade de clicar em links sugeridos quando se navega pela internet. Mas não é só na internet que meus interesses me fazem ficar horas entre filmes, notícias, humor, esportes, etc. Sempre fui assim, mesmo antes de conhecer esse fabuloso labirinto virtual. Eu sempre fiquei dividido entre várias opções por achar que todas tinham um grau aceitável de validade, mas sem saber a qual dar prioridade.
Passando da pura divagação às experiências ou possibilidades reais, eu sempre me mantive meio que num limbo do qual minha vida poderia me levar para qualquer lugar. Eu sentia, por exemplo, que minha vida poderia ser ligada de alguma forma ao futebol, meu esporte preferido e minha paixão desde que me lembro. Pensava que se treinasse bastante, havia boas possibilidades de me tornar um…